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Quando o estudante busca um curso supletivo (hoje chamado de Educação de Jovens e Adultos - EJA), ele já está correndo atrás do prejuízo. No entanto, a volta para o banco escolar não garante um ensino de qualidade. De acordo com os dados tabulados pelo G1 com base no desempenho das escolas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2008, 97,6% dos cursos estão abaixo da média nacional no exame, que é de 49,45 pontos de um total de 100. Somente 64 escolas, de um total de 2.736 com nota no exame, passaram essa média. No topo da lista dos cursos de EJA, o Centro Educacional Delta, na cidade de Planaltina (DF), destaca-se com 63,66 pontos (com a correção de participação), média semelhante a de colégios particulares tradicionais, como o Colégio Nossa Senhora de Sion, da capital de São Paulo, que obteve 63,79. No ranking do país, a média mais alta foi de 80,58, alcançada pelo Colégio São Bento, no Rio. O segredo para isso? “Não fazemos um supletivo paternalista. Não é porque o aluno trabalha, está cansado, que deve ter menos cobrança do que um aluno do ensino regular”, afirma o diretor e proprietário da escola. “Se o aluno não conseguir nota na disciplina, o professor não vai dar um trabalhinho para ele recuperar a nota, não. Exigimos presença em sala de aula e prezamos a qualidade do corpo docente.”
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